[Shadowhunters – 3.12]




                Jonathan mantém Clary em um abraço protetor enquanto os dois caminham com a Torre Eiffel ao fundo. A ruiva está assustada, o irmão está exultante.
                                – Aquilo foi incrível.
                                – Você matou um homem, Jonathan. Um Shadowhunter.
                                – E fiz isso por você. – Clary olha para o irmão. – Vê-la nos braços dele, tão vulnerável... Foi diferente de todos que matei antes, Clary... Eu me senti tão bem!
                Eles param de andar e o ruivo se vira para encarar Clary, segurando uma das mãos dela delicadamente.
                                – Você me torna bom. – Ele diz emocionado.
                                – Isso não é ser bom, Jonathan. – A garota diz soltando a mão. O longo cabelo ruivo, do mesmo tom do cabelo do irmão, se agita com o vento enquanto ela tenta fazer Jonathan entender seu ponto de vista. – Matar assim nunca deve ser bom!
                                – É? Eu soube o que fez ao nosso pai. – A expressão de felicidade rapidamente abandona o rosto do rapaz que se afasta alguns passos. – No Lago Lyn, vendo a vida dele escorrer pelas suas mãos, como você se sentiu?
                Clary encara o irmão com a culpa estampada no rosto.
                                – É, foi o que eu pensei.
                                – O quê estamos fazendo aqui, Jonathan? – A garota pergunta depois de alguns segundos. – A espada Estrela da Manhã não é um presente. – Uma sombra cruel escurece o olhar do ruivo. – O quê você está planejando?
                                – Adoraria te contar, Clary. – Jonathan abandona a fachada de irmão zeloso – Mas, francamente, eu começo a questionar os seus motivos.
                Os olhos de Clary focalizam os três homens de preto correndo na direção deles, e Jonathan se protege atrás dela.
                                – Espere! Não atire! – Ela diz quando Alec prepara a flecha que raramente erra o alvo. – Se o matar, eu morro também!
                Jonathan e Jace se encaram a distância com o ódio evidente. O louro olha para Luke em busca de orientação enquanto Alec se mantém a postos.
                                – Todo mundo fique parado! – O lobisomem determina e Alec abaixa o arco contrariado.
                                – Sabia que não devia confiar em você. – Jonathan se revolta atrás de Clary, a raiva faz com que ele se distraia focado no rosto dela à espera de uma justificativa.
                                – Sejamos sinceros, Jonathan. – Clary dá uma risada amarga e vira o rosto para encarar o irmão, que foca sua atenção nos Shadowhunters a alguns metros de distância. – Nunca confiamos um no outro. – E Clary retira a espada do cinto do irmão com agilidade e a crava na própria coxa, em uma tentativa de desacelerá-lo.
                                – Sua vadia! – Ele xinga antes de sair correndo em uma velocidade superior à de qualquer Shadowhunter, graças ao sangue demoníaco que corre em suas veias.
                Clary cai no chão e arranca a espada da perna, e Jace fica paralisado por alguns segundos até conseguir correr até ela; é a primeira vez que ele a vê desde a explosão da cobertura de Lilith.
                                – Clary! – ele usa sua estela ara ativar a runa de cura e ajuda a namorada a se levantar.
                Eles se encaram por alguns segundos e se abraçam aliviados, sob os olhares de Alec e Luke.
                                – Não acredito que estou abraçando você. – Jace diz, segurando o rosto de Clary com as duas mãos.
                                – Também não consigo acreditar. – E eles finalmente se beijam, se esquecendo da caçada por alguns momentos e aproveitando o reencontro tão esperado.

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