O Véu e o Lago
*Micro-conto que deu origem ao conto "O Véu e o Caminho", disponível como ebook no site da Amazon.com.
Mariana chegou ao Parque Central com a garrafa de café na bolsa e o aviso da avó mexicana nos ouvidos:
“Hoy es Día de los muertos, o véu entre os mundos se levanta. Tenha cuidado, niña. No son só as famílias que atravessam o véu.”
Quando passava pelas árvores antigas, que bloqueavam a luz do sol deixando o caminho mais frio, a garota ouviu seu nome ecoar ao seu redor. “Não faz sentido, estou sozinha aqui. Ai, foi o tom sombrio da abuela!”, pensou exasperada.
Sentada perto do lago, a garota bebeu um gole de café e percebeu sobressaltada que não havia som nenhum e o frio a invadia. Um calafrio desceu pela espinha, o aviso da avó ecoou em sua mente e ela levantou rapidamente para sair dali.
Poucos passos depois, ela ouviu o barulho do que parecia um grande cachorro correndo. Antes de se virar, o forte impacto a atingiu e o frio e a escuridão envolveram Mariana.
No dia seguinte, um cadáver mumificado foi encontrado perto do lago, a bebida ainda quente na garrafa ao seu lado. Preso eternamente nas árvores, o espírito de Mariana assistiu impotente, sua avó chorar após reconhecer sua bolsa e seu sapato



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